O mercado de probióticos veterinários no Brasil cresce de forma consistente, acompanhando a demanda por alternativas aos antimicrobianos na produção animal. Esse crescimento vem acompanhado de desafios regulatórios e de qualidade. A validação de probióticos veterinários é uma necessidade crítica — não só para atender às exigências do MAPA, mas para garantir a segurança e a eficácia dos produtos. Este artigo explora os métodos de validação, a importância da viabilidade e da identidade de cepa, e como a Microbiotec pode ajudar.
Desafios Regulatórios no Mercado de Probióticos Veterinários
No Brasil, os probióticos de uso animal são enquadrados como aditivos zootécnicos e regidos pela legislação de produtos destinados à alimentação animal, atualizada pelo Decreto nº 12.031/2024 (que revogou o antigo Decreto nº 6.296/2007). Na prática, o produto precisa comprovar três pilares: viabilidade, identidade de cepa e segurança. Um ponto frequentemente mal compreendido é a viabilidade: a norma exige que a contagem de unidades formadoras de colônia (UFC) declarada no rótulo seja garantida e mantida ao longo da validade — e não um piso universal fixo igual para todos os produtos. A identidade, por sua vez, deve ser validada até o nível de espécie e cepa.
Fraudes Comuns e Consequências
- Produtos contendo cepas diferentes das declaradas, com perda de eficácia.
- Probióticos com contagem viável abaixo do rótulo (células mortas não entregam benefício).
- Contaminação com patógenos, colocando em risco a saúde dos animais.
O problema é real e mensurável: em avaliação de 45 produtos probióticos para animais de produção, 64,4% apresentaram ao menos uma divergência em relação ao rótulo, 26,8% tinham contagem viável abaixo do declarado e 57,8% continham espécie bacteriana diferente da informada (Tran et al., 2024). Isso mostra por que a validação rigorosa é mais do que exigência regulatória — é condição para a confiança do mercado.
A Solução da Microbiotec: Tecnologias de Validação
A Microbiotec apoia a validação de probióticos veterinários com tecnologias que asseguram autenticidade e segurança dos produtos. Entre as metodologias:
Sequenciamento de Nova Geração (NGS)
O NGS permite identificar com precisão as cepas presentes no produto. Vale entender a hierarquia: o sequenciamento do gene 16S rRNA resolve o nível de espécie, mas não distingue cepas; a identificação em nível de cepa exige o genoma completo (WGS) com análise de SNPs/ANI (Microorganisms, 2025). Assim é possível confirmar a cepa declarada e detectar contaminações.
qPCR de Viabilidade (PMA-qPCR)
Aqui há um ponto técnico essencial: o qPCR convencional detecta DNA independentemente de a célula estar viva ou morta, portanto sozinho não comprova viabilidade. Para quantificar apenas as células viáveis usa-se o qPCR de viabilidade, com o corante PMA (PMA-qPCR): ele penetra somente em células com membrana rompida e bloqueia a amplificação do DNA de células mortas, deixando contar só as vivas (Guo et al., 2024). É essa técnica — e não o qPCR comum — que garante que a contagem de UFC do rótulo corresponde a microrganismos realmente viáveis.
Escalando a Validação de Probióticos
Levar a validação do laboratório para a rotina de produção em larga escala exige processos padronizados e reprodutíveis, para que a qualidade se mantenha lote a lote. Nesse ponto, a parceria com laboratórios especializados ajuda a atender aos requisitos do MAPA de forma consistente.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é validação de probióticos veterinários?
É a comprovação de viabilidade, identidade de cepa e ausência de patógenos nos produtos, conforme a legislação do MAPA para aditivos zootécnicos.
2. Quais são os requisitos do MAPA para probióticos veterinários?
O produto deve garantir a contagem viável (UFC) declarada no rótulo ao longo da validade e comprovar a identidade da cepa até o nível de espécie e cepa, além da segurança. A contagem garantida é definida por produto, e não um número fixo universal.
3. Como posso garantir a viabilidade das cepas nos meus produtos?
Com o qPCR de viabilidade (PMA-qPCR), que quantifica apenas as células vivas, diferentemente do qPCR convencional, que não distingue células vivas de mortas.
4. Como a Microbiotec pode ajudar na validação de probióticos?
Com NGS/WGS para identificação precisa de cepa e PMA-qPCR para quantificar a viabilidade, apoiando a conformidade com as normas do MAPA.
5. Quais são as consequências de não validar adequadamente os probióticos?
Produtos ineficazes, riscos à saúde animal e perda de credibilidade — problemas que estudos mostram serem frequentes no mercado.
Conclusão
Num mercado em que boa parte dos produtos não corresponde ao rótulo, a validação criteriosa é o que separa marcas confiáveis das demais. Com NGS para identidade de cepa e PMA-qPCR para viabilidade real, a Microbiotec ajuda sua empresa a comprovar qualidade e conformidade. Para saber mais, fale conosco pelo WhatsApp (21) 9 8175-7232 ou pelo e-mail contato@microbiotec.bio.
Referências
- Brasil. Decreto nº 12.031, de 28 de maio de 2024. Dispõe sobre a inspeção e a fiscalização obrigatórias dos produtos destinados à alimentação animal (revoga o Decreto nº 6.296/2007).
- Tran HM, Prathan R, Hein ST, Chuanchuen R. Microbiological Quality and Antimicrobial Resistance of Commercial Probiotic Products for Food-Producing Animals. Antibiotics (Basel). 2024;13(2):148. doi:10.3390/antibiotics13020148
- Guo L, Ze X, Jiao Y, et al. Development and validation of a PMA-qPCR method for accurate quantification of viable Lacticaseibacillus paracasei in probiotics. Frontiers in Microbiology. 2024;15:1456274. doi:10.3389/fmicb.2024.1456274
- Development of a Strain-Specific Detection and Quantification Method for Bifidobacterium animalis subsp. lactis HN019 Using WGS-SNP Analysis and qPCR. Microorganisms. 2025;13:1596. doi:10.3390/microorganisms13071596
- MAPA. Alimentação animal — aditivos autorizados e registro de produtos. Ministério da Agricultura e Pecuária, gov.br.


